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segunda-feira, 7 de julho de 2008

Sete glórias antigas

Publicada por Unknown

Das pirâmides do Egipto ao Colosso de Rodes, sete formidáveis construções merecem dos gregos o título de maravilhas. Seis delas desapareceram quase sem deixar rasto. Terão existido realmente?

Muitos séculos antes da era cristã, os povos do Mediterrâneo tiveram o privilégio de conhecer os monumentos que para os gregos eram as maiores realizações materiais da Antiguidade, as sete maravilhas do mundo: as Pirâmides do Egipto, o Farol de Alexandria, os Jardins Suspensos da Babilónia, o Templo de Artémis, a Estátua de Zeus, o Mausoléu de Halicarnasso e o Colosso de Rodes. A relação que data do século II a.C., é atribuída a Antípater, poeta grego nascido em Sidon, no atual Líbano. A ideia surgiu com o desenvolvimento da erudição, o conhecimento acumulado em cada área da actividade humana.

Com o auxílio da literatura de viagens, que descrevia paisagens físicas, construções e costumes, também chamada literatura de mirabilia (do latim, que vale a pena ver), nasceu o inventário das maravilhas, limitadas a sete, não se sabe bem porque motivo. Construídas em diferentes épocas, é quase certo que todas ainda estavam em pé em meados do século II a.C., mas já não no tempo de Antípater. Delas só restaram as pirâmides do Egipto. Quanto às outras, pairam muitas dúvidas: a data exacta de construção e destruição, o tamanho real e até que aspecto de facto teriam tido.

Enquanto imagens do Colosso de Rodes e da Estátua de Zeus foram reconstruídas com base em descrições incompletas e reproduções estilizadas em moedas, o Farol de Alexandria, o Templo de Artémis e o Mausoléu de Halicarnasso puderam ser desenhados graças a documentos históricos considerados bastante próximos do original. Dos Jardins Suspensos da Babilónia nem se sabe sequer quando desapareceram. Não que se tenha certeza absoluta da época em que tiveram fim os outros monumentos, mas para alguns deles é possível, pelo menos, mencionar datas prováveis.

As primeiras reconstruções dessas maravilhas, embora fantasiosas muitas vezes, surgiram nos séculos XVI e XVII. Algumas são atribuídas ao jesuíta alemão Athanasius Kircher (1601-1680), que pesquisou uma vasta gama de assuntos e escreveu 44 livros. Reproduções mais verosímeis só puderam ser feitas quando os arqueólogos começaram a estudar o que restou de algumas maravilhas, a partir dos séculos XVIII e XIX. Do que se descobriu, emerge uma certeza: a lista do velho Antípater pode estar incompleta -- por que não inclui, por exemplo, o Pártenon, de Atenas? -- , mas as obras seleccionadas devem ter sido, de facto, maravilhosas.

AS PIRÂMIDES DO EGIPTO

Dois milhões de blocos

As três pirâmides do Egipto ocupam merecidamente o primeiro lugar da relação. Construídas entre 2551 e 2495 a.C. para servirem de túmulo aos faraós, são também os mais antigos dos sete monumentos. Prova do alto nível da ciência e tecnologia do Antigo Egipto, com soluções de engenharia admiráveis para qualquer época e lugar, erguem-se imponentes na planície de Gizé, a 15 quilómetros do Cairo. A maior é a de Quéops, o segundo rei da IV dinastia. Segundo o historiador grego Heródoto, a sua construção mobilizou 100 mil trabalhadores durante vinte anos. Com 146 metros de altura -- o equivalente a um edifício de 48 andares -- , foi a primeira a ser construída, com mais de 2 milhões de blocos de pedra.

As pirâmides tinham, inicialmente, uma base hexagonal, isto é, de seis lados. A partir da pirâmide monumental (que não faz parte das sete maravilhas), atribuída ao rei Snefru, a estrutura básica alargou-se até se transformar num bloco compacto de alvenaria com oito terraços, preenchidos com blocos de pedra que se encaixavam perfeitamente, formando um aclive em degraus. Recoberta a construção com uma massa lisa de pedra calcária, resultou numa verdadeira pirâmide geométrica.

Um pouco menor que a de Quéops, a pirâmide de Faraó Quéfren tinha 143 metros de altura: a terceira, de Miquerinos, 66 metros. Provavelmente, os próprios faraós, foram os arquivos das suas pirâmides, onde, segundo a crença, eles ressuscitariam. O apogeu do poder real no Egipto deu-se justamente no período correspondente à IV dinastia, quando a centralização era a marca registada do sistema político.

O FAROL DE ALEXANDRIA

120 metros em mármore

Na ilha que fica diante da cidade de Alexandria, no Egipto, ergueu-se o mais famoso farol da Antiguidade. Por isso a ilha foi chamada Faros (farol, em grego). Modelo para a construção dos que o sucederam, o Farol de Alexandria foi classificado como a segunda maravilha do mundo. Todo de mármore e com 120 metros de altura, foi construído por volta de 280 a.C. pelo arquitecto grego Sóstrato de Cnidos, por ordem de Ptolomeu II, rei grego que governava o Egipto. Diz a lenda que Sóstrato procurou um material resistente à água do mar e por isso a torre teria sido construída sobre gigantescos blocos de vidro. Mas não há nenhum indício disso.

Com três estágios superpostos -- o primeiro, quadrado; o segundo, octogonal; e o terceiro, cilíndrico --, dispunha de mecanismos que assinalavam a passagem do Sol, a direcção dos ventos e as horas. Por uma rampa em espiral chegava-se ao topo, onde à noite brilhava uma chama para guiar os navegantes. Compreende-se a avançada tecnologia: Alexandria tinha-se tornado naquela época um centro de ciências e artes para onde convergiam os maiores intelectuais da Antiguidade.

Cumpria-se assim a vontade de Alexandre, o Grande, que ao fundar a cidade, em 332 a.C., queria transformá-la em centro mundial do comércio, da cultura e do ensino. Os Reis que o sucederam deram continuidade à sua obra. Sob o reinado de Ptolomeu I (323-285 a.C.), por exemplo, o matemático grego Euclides criou o primeiro sistema de geometria. Também ali o astrónomo Aristarco de Santos chegou à conclusão de que o Sol e não a Terra era o centro do Universo. Calcula-se que o farol tenha sido destruído entre os séculos XII e XIV. Mas não se sabe como nem por quê.

OS JARDINS SUSPENSOS DA BABILÓNIA

Seis montanhas artificiais

A terceira maravilha são os Jardins Suspensos da Babilónia, construídos por volta de 600 a.C., às margens do rio Eufrates, na Mesopotâmia - no actual sul do Iraque. Os jardins, na verdade, eram seis montanhas artificiais feitas de tijolos de barro cozido, com terraços superpostos onde foram plantadas árvores e flores. Calcula-se que estivessem apoiados em colunas cuja altura variava de 25 a 100 metros. Para se chegar aos terraços subia-se por uma escada de mármore; entre as folhagens havia mesas e fontes. Os jardins ficavam próximos ao palácio do rei Nabucodonosor II, que os teria mandado construir em homenagem à mulher, Amitis, saudosa das montanhas do lugar onde nascera.

Capital do império caldeu, a Babilónia, sob Nabucodonosor, tornou-se a cidade mais rica do mundo antigo. Vivia do comércio e da navegação, buscando produtos na Arábia e na Índia e exportando lã, cevada e tecidos. Como não dispunham de pedras, os babilónios usavam em suas construções tijolos de barro cozido e azulejos esmaltados. No século V a.C., Heródoto dizia que a Babilónia ultrapassava em esplendor qualquer cidade do mundo conhecido. Mas em 539 a.C. o império caldeu foi conquistado pelos persas e dois séculos mais tarde passou a ser dominado por Alexandre, o Grande, tornando-se parte da civilização helenística. Depois da morte de Alexandre (323 a.C.), a Babilónia deixou de ser a capital do império. Começou assim sua decadência. Não se sabe quando os jardins foram destruídos; sobre as ruínas da Babilónia ergueu-se, hoje, a cidade de Al-Hillah, a 160 quilómetros de Bagdad, a capital do Iraque.

O TEMPLO DE ARTÉMIS

200 anos de construção

Em Éfeso, na Ásia Menor, ficava o templo da deusa Artémis, a quarta maravilha. Sua construção começou na metade do século VI a.C. , por ordem do conquistador Creso, rei da Lídia -- região montanhosa que hoje é o oeste da Turquia. Com 90 metros de altura -- como a estátua da Liberdade, em Nova York -- e 45 de largura, o templo era decorado com magníficas obras de arte. Protectora da cidade e deusa dos bosques e animais, Artémis (Diana, para os romanos) foi esculpida em ébano, ouro, prata e pedra preta. Tinha as pernas e quadris cobertos por uma saia comprida decorada com relevos de animais. Da cintura para cima, três fileiras de seios se sobrepunham. Um ornamento em forma de pilar lhe adornava a cabeça.

Nesse período da história grega, chamado Arcaico (século VIII- século V a.C.), quando Éfeso, graças a seu porto, era uma das mais importantes cidades do Egeu e do Mediterrâneo, a escultura tinha alcançado seu ponto alto entre os gregos. Não é, pois, de estranhar que o templo de Artémis tenha ficado famoso por suas esculturas e objectos de ouro e marfim -- alguns dos quais se encontram no Museu Britânico, em Londres. Quando, no século I, o escritor romano Plínio, o Velho, afirmou que esse magnífico templo, com 127 colunas (36 decoradas) demorou duzentos anos para ser construído, não foi levado a sério. Mas, no século XIX, quando os arqueólogos conseguiram determinar o lugar onde foi erguido deu-se finalmente razão a Plínio. O templo foi incendiado no século III a.C. por um certo Heróstrato, que assim pretendia tornar-se imortal. Pelo visto, conseguiu. Reconstruído, destruído e ainda outra vez reconstruído, o templo foi finalmente arrasado em 262 pelos godos, povo germânico que durante o século III invadiu províncias romanas na Ásia Menor e na península balcânica.

A ESTÁTUA DE ZEUS

Marfim, ébano e pedrarias

Na cidade grega de Olímpia, na planície do Peloponeso, estava a quinta maravilha: a estátua de Zeus, esculpida pelo célebre ateniense Fídias, no século V a.C., quando a cidade já caíra sob o domínio de Esparta. Essa é considerada sua obra-prima. Tanto os gregos amavam seus trabalhos que dizia-se que ele revelava aos homens a imagem dos deuses. Supõe-se que a construção da estátua tenha levado cerca de oito anos. Zeus (Júpiter, para os romanos) era o senhor do Olimpo, a morada das divindades. A estátua media de 12 a 15 metros de altura -- o equivalente a um prédio de cinco andares -- e era toda de marfim e ébano. Seus olhos eram pedras preciosas.

Fídias esculpiu Zeus sentado num trono. Na mão direita levava a estatueta de Nike, deusa da Vitória; na esquerda, uma esfera sob a qual se debruçava uma águia. Supõe-se que, como em representações de outros artistas, o Zeus de Fídias também mostrasse o cenho franzido. A lenda dizia que quando Zeus franzia a fronte o Olimpo todo tremia. Quando a estátua foi construída, a rivalidade entre Atenas e Esparta pela hegemonia no Mediterrâneo e na Grécia continental mergulhou os gregos numa sucessão de guerras. Os combates, no entanto, não prejudicaram as realizações culturais e artísticas da época. Ao contrário, o século V a.C. ficou conhecido como o século de ouro na história grega devido ao extraordinário florescimento da arquitectura, escultura e outras artes. A estátua de Zeus foi destruída nesse mesmo século V a.C.

O MAUSOLÉU DE HALICARNASSO

Pirâmide de 24 degraus

No século IV a.C. , Artemísia, mulher de Mausolo, rei da Cária, mandou construir um túmulo em homenagem ao marido: o Mausoléu de Halicarnasso, que viria a ser a sexta maravilha do mundo. Halicarnasso era a capital da Cária -- região que englobava cidades gregas ao longo do mar Egeu e das montanhas do interior e hoje faz parte da Turquia. Durante o reinado de Mausolo (370-353 a.C.), a cidade conheceu grande progresso com a construção de edifícios públicos; extensa muralha devia protegê-la de ataques. O romano Plínio descreveu o mausoléu como um sumptuoso monumento sustentado por 36 colunas. Com quase 50 metros de altura, ocupava uma área superior a 1200 metros quadrados. Acima da base quadrada, erguia-se uma pirâmide de 24 degraus que tinha no topo uma carruagem de mármore puxada por quatro cavalos.

Dentro ficavam as estátuas de Artemísia e Mausolo, além de trabalhos de Escopas, considerado um dos maiores escultores da Grécia do século IV. Algumas dessas esculturas, como uma estátua de 4,5 metros, provavelmente de Mausolo, encontram-se no Museu Britânico. O túmulo foi destruído, provavelmente por um terremoto, em algum momento entre os séculos XI e XV. As pedras que sobraram da destruição acabaram sendo aproveitadas na construção de edifícios locais. Ficou do nome do rei Mausolo a palavra mausoléu, usada para designar monumentos funerários.

O COLOSSO DE RODES

Um pé em cada margem

Uma embarcação que chegasse à ilha grega de Rodes, no Mediterrâneo, por volta de 280 a.C., passaria obrigatoriamente entre as pernas da enorme estátua de Apolo (Hélio, para os romanos), Deus do Sol e protector do lugar. É que o Colosso de Rodes, como foi chamada a sétima maravilha do mundo, tinha um pé fincado em cada margem do canal que dava acesso ao porto. Com 30 metros de altura, toda de bronze e oca, a estátua começou a ser esculpida em 292 a.C., pelo escultor Chares, de Lindus, uma das cidades da ilha, que a concluiu doze anos depois. Conta-se que o povo de Rodes mandou construir o monumento para comemorar a retirada das tropas do rei macedónio Demétrio Poliorcetes, que promovera longo cerco à ilha na tentativa de conquistá-la. Demétrio era filho do general Antígono, que após a morte de Alexandre, o Grande, herdou uma parte do império grego.

O material empregado na escultura foi obtido a partir da fundição dos armamentos que os macedónios ali abandonaram. A estátua ficou em pé por apenas 55 anos, quando um terremoto a jogou ao fundo da baía de Rodes onde ficou esquecida até a chegada dos árabes, no século VII. Estes, então, a quebraram e venderam como sucata. Para se ter uma ideia do volume do material, foram necessários novecentos camelos para transportá-lo. Essa, que foi considerada uma obra maravilhosa, teria no entanto levado Chares a suicidar-se, logo depois de tê-la terminado, desgostoso com o pouco reconhecimento público ao monumento. No ano passado, o assunto Colosso de Rodes voltou brevemente à tona: uma vidente australiana ganhou notoriedade ao assegurar que em determinado local da baía estava uma das mãos da estátua. Mas a pedra retirada do fundo do mar, conforme instruções da vidente, não tinha nada a ver com a escultura.

sábado, 28 de junho de 2008

Allgarve Edition 2008 - Arte Contemporânea

Publicada por Unknown


Visitar o Algarve é actualmente uma oportunidade de encontrar uma programação cultural excepcional onde as obras de artistas portugueses surgem apresentadas a par de nomes de todo o mundo. A Arte Contemporânea e a Arquitectura dos nossos dias são áreas fundamentais no Allgarve’08.

De Junho a Setembro, o público residente e os visitantes terão oportunidade de ver um programa de nove exposições coordenado pelo Museu de Arte Contemporânea da Fundação de Serralves e desenvolvido em estreita colaboração com os Municípios de Faro, Lagoa, Lagos, Loulé e Portimão, contando também com o apoio de várias entidades públicas e privadas. Estas instituições apoiam e integram também iniciativas locais.

Fonte: www.cultura.sapo.pt

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Caminhos do Cinema Português XV

Publicada por Unknown


Décima quinta edição deste festival exclusivamente dedicado ao cinema feito em Portugal, organizado pelo Centro de Estudos Cinematográficos da Universidade de Coimbra e que decorrerá entre 22 e 25 de Abril, naquela cidade. Da selecção oficial faz parte uma quantidade substancial da produção portuguesa mais recente, sobretudo ao nível das curtas e médias-metragens, mas também algumas longas. «O Jardim do Outro Homem», de Sol de Carvalho, «Suicídio Encomendado», de Artur Serra Araújo, «Body Rice», de Hugo Vieira da Silva, «Pele», de Fernando Vendrell, «Transe», de Teresa Villaverde, «Atrás das Nuvens», de Jorge Queiroga e «Filme da Treta», de José Sacramento, são alguns exemplos dos seleccionados para esta edição.

Fonte: www.cultura.sapo.pt

quinta-feira, 17 de abril de 2008

ILUSTRARTE

Publicada por Unknown



ILUSTRAÇÕES.PT reúne imagens de João Caetano, Bernardo Carvalho, Alain Corbel, André Letria, Teresa Lima, Gémeo Luís, Madalena Matoso, José Miguel Ribeiro, José Manuel Saraiva, Marta Torrão, Cristina Valadas, João Vaz de Carvalho e Danuta Wojciechowska, num total de 117 ilustrações que proporcionam ao visitante uma magnífica visão da criatividade e riqueza da ilustração para a infância portuguesa contemporânea.
A exposição integra o programa da Feira do Livro Infantil de Bolonha, a maior do mundo da especialidade, que anualmente é um ponto de encontro obrigatório para os melhores editores, escritores, ilustradores estudiosos do livro infantil de todo o mundo. A exposição ILUSTRAÇÕES.PT constitui, pois, um momento de promoção sem precedentes da arte de ilustrar para a infância portuguesa, no maior palco mundial dos profissionais do livro infantil.

Comissariada por Ju Godinho e Eduardo Filipe, ILUSTRAÇÕES.PT é uma produção conjunta da Direcção Geral do Livro e das Bibliotecas, da Associação Ver Pra Ler e da Câmara Municipal do Barreiro.


Sala d’Ercole, Palazzo d’Accursio
Piazza Maggiore 6
Bolonha

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Dia Internacional dos Ciganos

Publicada por Unknown


08 de Abril, foi Dia Internacional dos Ciganos. Esta data tem como objectivo relembrar as discriminações e os actos racistas de que são vítimas as populações de etnia cigana na Europa e promover a cultura romani.

De acordo com os números oficiais divulgados pelas autoridades romenas, vivem no país mais de 535 mil ciganos. No entanto, estimativas não oficiais elevam este número para dois milhões e meio. É na Roménia que vive a maioria da população cigana.

Em 2005 a situação habitacional dos ciganos mereceu uma recomendação do Conselho da Europa aos estados-membros visando a melhoria das condições "humanamente insustentáveis" em que vivem dezenas de milhares de ciganos.

Por esta razão, a União Europeia está a financiar na Croácia a construção de bairros para alojar as populações de etnia cigana.

Em França, várias associações aproveitaram a data para lançarem duras críticas contra o governo francês que tem oferecido dinheiro às famílias ciganas para que estas voltem para a Roménia.

Uma política contrária à recomendação do conselho da Europa, que elegia a habitação como uma das prioridades para a integração social dos ciganos até 2015, a par da educação, do emprego e da saúde.

Hoje em dia não existem medidas práticas para integrar os 10 milhões de ciganos que vivem na Europa.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Original de Hergé (Tintin) vendido em Paris por 780.000 euros

Publicada por Unknown


Uma pintura a guache realizada em 1932 pelo belga Hergé para a capa do livro "Tintin na América" foi vendida hoje por 780.000 euros, batendo o recorde para uma peça original de banda desenhada.

A peça foi vendida pela casa de leilões Artcurial de Paris, e o preço incluía já os encargos com despesas e impostos, segundo disse Eric Leroy, especialista da leiloeira.

Fonte: Lusa


domingo, 6 de abril de 2008

Arquimedes (287 a.C. - 212 a.C.)

Publicada por Unknown



Arquimedes, filho do astrónomo Fídias, nasceu em Siracusa, Sicília, em 287 a.C.. Foi educado em Alexandria, Egipto, onde se consagrou ao estudo da matemática e geometria. Viveu grande parte da sua vida na Sicília, e aí se dedicou à descoberta e à experimentação.

O seu resultado mais célebre ficou conhecido como o Princípio de Arquimedes. Conta a lenda que Hiero, rei de Siracusa, receava ter sido enganado pelo ourives a quem tinha encomendado uma coroa de ouro puro e terá solicitado a Arquimedes que encontrasse uma forma de se comprovar a natureza do material sem a danificar. Arquimedes terá encontrado a solução ao verificar que à medida que entrava num recipiente completamente cheio de água para se lavar, parte dela transbordava. Arquimedes percebeu que para averiguar a densidade da coroa bastava colocar uma coroa de ouro puro num recipiente completamente cheio de água e em seguida determinar o volume de água transbordada. Entusiasmado com a descoberta, Arquimedes saiu nu pelas ruas, gritando: “Eureka! Eureka”! ("Descobri! Descobri!").


Arquimedes notabilizou-se ainda em vida, não pelos seus extraordinários trabalhos de matemática pura, mas sim pelas aplicações engenhosas que concebeu. Entre elas encontram-se máquinas de guerra, o famoso parafuso de Arquimedes que permite elevar água e ainda hoje se pode encontrar em funcionamento em algumas zonas do planeta, alavancas, etc..

Arquimedes dedicou-se fundamentalmente à Mecânica, sendo seu o princípio da alavanca. A célebre frase "dêem-me um ponto de apoio e eu levantarei o mundo" é de sua autoria. Inspirado pelas leis físicas da natureza, enunciou e demonstrou resultados notáveis de geometria, como seja o da quadratura do segmento de parábola. Usando polígonos regulares inscritos e circunscritos a uma circunferência, Arquimedes mostrou que o número π tem um valor entre 3+10/71 e 3+1/7.

Arquimedes morreu durante a tomada de Siracusa pelos romanos, em 212 a. C.

Fonte: www.e-escola.pt

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Como era dura a vida sem o zero

Publicada por Unknown

Qual foi a mais importante descoberta feita pelo homem? Alguém pensará na roda, outro no fogo, na penicilina, na televisão... e por aí se pode ir muito longe. Acrescento uma outra em que provavelmente ninguém vai pensar: o zero. Isso mesmo, o zero do nosso sistema de numeração. Pois ele não existiu sempre.

Na verdade, só apareceu muitos séculos depois da humanidade aprender a contar e a representar graficamente as suas contas. O seu uso consagrou-se na Europa por volta do século XIV, embora haja indícios de que algumas civilizações o utilizassem antes.

Dele, disse o matemático americano Tobias Dantzig: “Concebido, com toda a probabilidade, como símbolo para uma coluna vazia no ábaco,o sunya indiano estava destinado a tornar-se o ponto crucial num desenvolvimento sem o qual o progresso da ciência moderna, da indústria e do comércio é inconcebível”. É difícil acreditar que os homens levaram 5 mil anos entre escrever números e conceber o nosso sistema de numeração posicional. Datam de antes de 3500a.C os registos mais antigos, indicando o uso sistemático de numerais escritos, e eles eram dos sumérios e dos egípcios.

Conta-se que, no século XIV, um mercador alemão quis escolher uma boa escola para o filho e foi aconselhar-se com um professor. Esse recomendou: se o aprendiz fosse limitar-se à soma e à subtracção, bastaria frequentar uma universidade alemã; se quisesse multiplicar e dividir, deveria ir à Itália, pois só lá se pode obter instrução tão avançada. Mas é preciso esclarecer que fazer esses cálculos naqueles tempos nada tinha a ver com as técnicas que empregamos hoje. A multiplicação era obtida por duplicações sucessivas e a divisão por mediações sucessivas, ou seja, sucessivas divisões por dois.

É razoável imaginar que os sistemas numéricos nasceram da necessidade que o homem primitivo tinha de registar os seus bens - rebanhos, por exemplo. Logo as necessidades foram além do simples registo e então surgiram as operações aritméticas, que levaram à criação do ábaco, um curioso e simples aparelho que permite fazer os cálculos por meio de contas móveis. Durante muito tempo os homens mantiveram um sistema de numeração escrito para registar os bens e o ábaco, para fazer cálculos. Houve quem tentasse elaborar regras para operar com os números escritos, mas as dificuldades eram grandes.

E por isso a humanidade levou um tempo enorme para passar do ábaco para a numeração posicional moderna. Um período em que muitas civilizações floresceram e pereceram, deixando-nos um rico legado de obras literárias, artísticas, filosóficas e religiosas. A Luz sobre essa questão começa fazer-se quando examinamos o esqueleto da nossa numeração moderna. O princípio posicional consiste em dar ao algarismo um valor que depende não apenas do membro da sequência natural que ele representa, como também na posição que ocupa em relação aos outros símbolos do grupo. Assim, o algarismo 3 tem significados diferentes nos números 423, 537 e 386: no primeiro significa 3, no segundo 30 e no terceiro 300.

Foi necessário criar um símbolo para as casas que ficavam vazias no ábaco, conforme estivéssemos a escrever 43,430, 403,4003 etc. Hoje parece simples, mas a mentalidade concreta dos antigos gregos, por exemplo, não podia conceber o vazio, o nada, como um número. Provavelmente, nem os hindus viram no zero o símbolo do nada. O termo indiano sunya significa vazio ou espaço em branco, mas não o nada.

Assim, tudo leva a crer que a descoberta do zero foi um acidente causado pela tentativa de fazer um registo permanente e claro de uma operação do ábaco. Não foi à toa que o grande matemático, astrónomo e físico francês Pierre-Simon Laplace (1749-1827), observou: "Apreciaremos ainda mais a grandeza dessa conquista se nos lembrarmos de que ela escapou ao génio de Arquimedes e Apolónio, dois dos maiores homens da Antiguidade".

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Amolite...

Publicada por Unknown


Considerada a pedra preciosa mais rara do mundo, o amolite é produto da fossilização do amonite, criatura pré-histórica que, há 65 milhões de anos no período Cretáceo, abundava nos mares que então cobriam a região actual de Alberta no Canadá ocidental. Esta pedra goza de muita popularidade junto dos povos orientais, mais especificamente dos seguidores do Feng Sui, filosofia chinesa que se dedica ao estudo do fluxo e irradiação de energias de acordo com os conceitos budistas. Com propriedades cromáticas que abarcam as sete cores da luz, o amolite é para os Feng Suistas a Pedra da Prosperidade, trazendo ao seu dono bem-estar espiritual, mental e material. Explorada ao longo dos séculos artesanalmente pelos índios da região pelas suas propriedades mágicas, o amolite é actualmente extraído industrialmente em Alberta da única mina de género no mundo.

quinta-feira, 20 de março de 2008

Nova Sincronização com o ano solar

Publicada por Unknown


Cerca de 715 a.C., Numa Pompílio sucede a Rómulo, tornando-se no segundo rei de Roma (até 673 a.C.). Ao analisar o calendário, Numa apercebe-se que aquele estava atrasado relativamente ao ano trópico. Novos cálculos demonstraram, então, que o ano conteria realmente cerca de 12 lunações – mais duas do que anteriormente admitido – correspondente a 354 dias. Mantendo a nomenclatura dos meses, por esta apresentar um aspecto muito prático, Numa Pompílio defendeu o acréscimo de mais dois meses ao calendário em vigor.

Dois novos meses

Como era extremamente religioso, todas as regras decretadas por Numa Pompílio tinham uma forte subjectividade de índole religiosa, com relevância especial ao deus Janus (este étimo deriva de janua que significa porta, entrada ou passagem). O deus Jano era considerado o protector de qualquer "abertura", fosse ela concreta ou abstracta. Ele é representado com duas caras opostas, uma à frente e outra atrás.

Assim, decretou que o ano se iniciaria com o mês Januarius (Janeiro; colocado antes de Março), e finalizaria com Februarius (Fevereiro; colocado após Dezembro)! Januarius, como já deves ter percebido, deriva do deus Jano. Februarius deriva de Februo, deus dos mortos. Outros historiadores indicam, porém, a derivação de februare, purificar.

Facilmente se entende a ideia que ambos os meses indiciam: o ano velho morre no último mês, tempo em que cada um terá de se purificar (Fevereiro), a fim de poder entrar pela passagem (Janeiro) do novo ano.

Numa Pompílio alterou também a duração de cada mês. Aparentemente, os números pares eram fatídicos e apresentavam uma simbologia mortal. Em oposição, os números ímpares agradavam consideravelmente aos deuses. Assim, Janeiro passou a ter 29 dias, e os restantes passariam a ter 29 ou 31 dias - os de 30 dias passavam a ter menos um!

Curiosamente, a Fevereiro foram atribuídos apenas 23 dias. Esta decisão toma sentido, ao analisarmos um pouco os valores em questão. Os cálculos poderão ter mesmo sido os seguintes: 354 dias em 12 meses = "6 meses" x "31 dias/mês" + "5 meses" x "29 dias/mês" + "1 mês com os restantes dias", o que dá 23 dias!

Em sucessivos anos, a extensão deste ano civil foi sendo alterada, conforme os caprichos da população, por esta se aperceber de algum assincronismo com o ano trópico. Também se relatam "interesses obscuros" em prolongar o ano civil. Sempre que havia necessidade de o alterar, faziam-no, tradicionalmente, após o 23 de Fevereiro (ou seja, no fim do ano). Tanto eram introduzidos apenas alguns dias, como meses inteiros, os denominados meses intercalares. Esse dia, 23 de Fevereiro, adquiriu tal importância que se manteve até aos dias actuais — repare-se no caso do ano bissexto (espera pelo próximo artigo sobre um salto no tempo ...)

As manobras de Júlio e Augusto César

Em 46 a.C., Caio Júlio César, triúnviro de Roma, foi nomeado Chefe do Colégio dos Pontífices — instituição responsável pela estruturação dos calendários. Actuando igualmente através do Tribunal dos Decênviros – instituição que decidia sobre as Leis e Regras da Sociedade Romana – introduziu o Calendário Juliano, um calendário mais fiel ao ano trópico, com novas regras. Os meses de 29 dias passavam agora a ter, novamente, 30 dias. Fevereiro, que por 450 a.C. fora posto entre Janeiro e Março, passava a ter 29 dias em anos regulares, e 30 dias nos anos bissextos! O novo ano civil (com 365,25 dias) estava finalmente sincronizado com o ano trópico.

Foi nesse mesmo ano de 46 a.C. que Júlio César se prepara para introduzir a sua reforma do calendário. Aparentemente no intuito de sincronizar o calendário juliano com o tropical no ponto vernal (equinócio da Primavera), prolonga o ano com mais 80 dias. Foi o Annus Confusionus – o ano da confusão, com 445 dias!!

Um ano após a reforma, é decidido homenagear Júlio César no seu próprio calendário, por ter efectuado aquela reforma. Então, alteraram o nome do agora sétimo mês, Quintilius, para um mais conhecido, Julius - Julho, para que Júlio César nunca mais fosse esquecido. (A razão da escolha deste mês incide, aparentemente, sobre a sua data de nascimento: César terá nascido neste mês.)

Durante os reinados seguintes, o último dia de cada mês foi sendo arrastado para os meses vizinhos, consoante as opiniões em voga!

Augustus Caesar (Augusto César – primeiro imperador romano de 23 a.C. a 14 a.C., sucessor de Júlio César) introduziu a última alteração oficial que se manteve até aos nossos dias. Orgulhoso como era, e tendo obtido com sucesso grandes feitos para a sociedade romana, escolheu outro mês como homenagem a si mesmo, numa acção similar a Júlio César! O mês indiciado foi o sucessor de Julho, Sextilis, e alterou-o para Augustus - Agosto. Mas este mês só tinha 30 dias; sendo da opinião que ele próprio não era inferior a Júlio César, retirou um dia ao "tradicional" mês de Fevereiro, colocando-o no mês de Agosto, ficando este então com 31. O mês de Fevereiro estabilizou finalmente, com apenas 28 dias em anos regulares, e 29 dias em anos bissextos!

Infelizmente, a sua grandiosidade não foi suficiente para acabar com a proliferação de erros que continuamente se cometiam no calendário. Somente após o ano 8 d.C. foi atingido o fim desse caos, a partir do qual se atingiu a estabilização definitiva do mesmo (até ao aparecimento do calendário Gregoriano)!

Fonte: www.ajc.pt

quarta-feira, 19 de março de 2008

Um calendário de 10 meses!...

Publicada por Unknown


Sabia que o nosso calendário anual era composto inicialmente por 10 meses?! Foi Rómulo, o lendário fundador de Roma (em meados do séc. VIII), que o desenvolveu, sobrevivendo até ao nosso tempo, sofrendo "apenas leves" modificações através dos séculos! É incrível como uma concepção consegue resistir tanto ao tempo!...

O que é um calendário

O principal motivo da criação de um calendário é o desejo de organizar, no tempo, os eventos de uma sociedade. Sempre teve um estatuto sagrado, além de servir de identidade cultural (porque culturas diferentes apresentam calendários diferentes, como a chinesa, a islâmica...). Porém, qualquer que seja a sua sofisticação científica, os calendários correspondem apenas a normas para uso da sociedade, mas nunca a resultados de tratados científicos.

O calendário baseia-se em fenómenos astronómicos, sendo os mais importantes os ciclos da Terra, da Lua e do Sol. O dia é dado pela duração de uma volta completa da Terra sobre o seu eixo. O mês é o tempo que demora uma revolução da Lua à volta da Terra. Para os povos primitivos, era o tempo decorrido entre duas Lua Novas sucessivas (mês sideral). A lunação, ou revolução sinódica, dura cerca de 29,5 dias. Por fim, a revolução da Terra à volta do Sol define um ano tropical – intervalo entre equinócios vernais, cerca de 365,2422 dias. A sincronização destes três componentes, nenhum sendo comensurável a outro, enfatiza a complexidade do calendário.

A história do calendário

Grande parte do conhecimento actual sobre os calendários baseia-se em estudos de referência de dois escritores da Antiguidade: Ovídio, poeta romano, 43 a.C. - 17/18 d.C.; e Plutarco, escritor grego, 50 - 120. Ambos tiveram acesso a documentos históricos (hoje desaparecidos) que já na altura - assim relata Ovídio - eram muito antigos!! Acrescido a isso, o calendário foi sendo objecto, ao longo de sucessivos reinados, da aplicação errada das suas regras originais. Sofreu, assim, alterações contínuas na sua extensão e divisão, complicando largamente a sua história. A título de exemplo, quando Júlio César implementa um ano com novas regras, mais restritas, por volta de 46 a.C., surge o 'Ano da Confusão': um ano civil com mais 80 dias que o "normal", prefazendo 445 dias!
Somente após 8 d.C. é que a definição mais pormenorizada do calendário estabiliza totalmente.

O Calendário de Rómulo

O calendário original de Rómulo (por 738 a.C.) terá evoluído do calendário lunar grego (este já derivava do babilónio). Os cálculos efectuados naquela altura possivelmente terão apontado para uma ano de 10 lunações, cada uma entre 30 e 31 dias. (Não se sabe bem o que acontecera aos restantes 61,25 dias que faltavam para completar um ano tropical.) Será talvez por isso, que o ano foi composto por 10 meses, seis de 30 dias, e quatro de 31 dias, perfazendo um total de 304 dias.

A cada um dos primeiros quatro meses foi atribuído carácter simbólico. Essa simbologia ainda é algo discutida, já que habitualmente são aplicados dois significados muito distintos a cada um dos meses. Aos restantes meses aplicaram-se nomes numerais. Os meses constituintes eram, então: Martius, Aprilis, Maius, Junius, Quintilius, Sextilis, Septembris ou September, Octobris ou October, Novembris ou November, e Decembris ou December. Na tabela apresentada na página seguinte poderás ainda descobrir os significados de cada um dos meses.

Pode ainda depreender da tabela que o ano começava em Março, não existindo os meses de Janeiro e Fevereiro. E acabava em Dezembro – o décimo mês, e não o décimo segundo, como, por vezes, se conclui. Além disso, o quinto e o sexto meses chamavam-se inicialmente Quintilius e Sextilis – os nomes em uso actualmente (Julho e Agosto) apareceram mais tarde, de uma forma bastante peculiar!

Nº mês

Mês actual (português)

Mês Romano

Derivação possível (i)

Derivação possível (ii)

N.º dias

1

Março

Martius

Representa Marte (filho de Juno e pai lendário de Rómulo e Remo) deus da guerra; achava-se que o início do ano era uma boa época para começar as guerras!

Deriva de mas ou maris, palavras romanas que se podem interpretar como a força criadora juvenil.

31

2

Abril

Aprilis

Representa Afrodite, deusa da Beleza, como referência à chegada da Primavera.

Significava "seguinte", "segundo"; ou, então, "abrir", "continuação" (notar a semelhança).

30

3

Maio

Maius

Representa Maia, a deusa do crescimento (permanece a dúvida se das plantas, devido à planta maia). Maia é a mãe de Mercúrio.

Maius significava deus supremo, o deus dos deuses - Júpiter.

31

4

Junho

Junius

Representa Juno - deusa rainha suprema (irmã e esposa de Júpiter), também deusa dos casamentos.


30

5

Julho

Quintilius

quintus mensis = "quinto mês" em latim


31

6

Agosto

Sextilis

sextus mensis = "sexto mês" em latim


30

7

Setembro

Septembris ou September

septimus mensis = "sétimo mês" em latim


30

8

Outubro

Octobris ou October

octavus mensis = "oitavo mês" em latim


31

9

Novembro

Novembris ou November

nonus mensis = "nono mês" em latim


30

10

Dezembro

Decembris ou December

decimus mensis = "décimo mês" em latim


30

Fonte: www.ajc.pt

Leonardo de todos os instrumentos

Publicada por Unknown


Ele não falava grego nem latim. Jamais frequentou uma universidade e por isso era desprezado nas rodas intelectuais de Florença, no Renascimento. Mas as suas pinturas e projectos de engenharia tornaram-no famoso e admirado pelos poderosos da época. Muito tempo depois, o mundo viria a conhecer o lado secreto deste génio superlativo.

"De tempos em tempos, o Céu envia-nos alguém que não é apenas humano, mas também divino, de modo que, através de seu espírito e da superioridade de sua inteligência, possamos atingir o Céu." Com estas palavras, Vasari, o célebre biógrafo do século XVI, inicia o seu relato sobre a vida de Leonardo da Vinci. Apenas 30 anos após a morte deste génio superlativo, a sua figura já estava totalmente envolvida pela aura do mito.

Nascido na pequena cidade de Vinci, próxima de Florença, no dia 15 de abril de 1452, Leonardo seria considerado, em pouco tempo, o maior pintor da sua época, protegido e adorado em algumas das principais cortes europeias. Mas o seu enorme prestigio não se restringiu à pintura. Escultor, músico, arquitecto, engenheiro civil e militar e extraordinário inventor, ele foi a versão suprema do homem dos sete instrumentos.

O seu talento versátil expressou-se mesmo em actividades mundanas e tipicamente cortesãs, como a organização de festas e diversões para a nobreza: desde a invenção de um palco giratório para apresentações teatrais até ao desenho de trajes de luxo; de entretenimentos musicais à arte da conversação e aos jogos de palavras. Vasari diz que ele "foi o melhor improvisador de rimas do seu tempo".

Mas, coexistindo com este Leonardo público, célebre e celebrado, houve outro, talvez ainda mais assombroso: um Leonardo solitário e secreto, que permaneceria desconhecido durante muito tempo. Numa actividade recolhida, sigilosa, escrevendo da direita para a esquerda para que o seu texto não pudesse ser lido, o que lhe era facilitado pelo facto de ser ambidestro, encheu páginas e páginas com a mais eclética massa de conhecimentos, produzindo, com anotações e desenhos, uma gigantesca colcha de retalhos do saber universal. Os primeiros manuscritos de que temos noticias datam de 1478, quando Leonardo, então em Florença, contava ainda 26 anos. Os últimos são de 1518, de poucos meses antes da sua morte, ocorrida na França, em 2 de maio de 1519.

Em cerca de seis mil páginas que nos restam dessa prodigiosa obsessão há praticamente de tudo: Geometria e Anatomia; Geologia e Botânica Astronomia e Óptica; Mecânica dos Sólidos. Mecânica dos Fluidos; Balística e Hidráulica; magníficos desenhos preparatórios e exaustivos estudos de perspectivas; considerações teóricas sobre a arte e anotações técnicas muito precisas sobre como fundir uma estátua equestre em bronze; o plano arquitectónico para a construção da catedral de Milão e um projecto de desvio do curso do rio Arno para ligar Florença ao mar; mapas e planos urbanísticos; projectos de pontes e fortificações.

Há, principalmente, a mais fantástica colecção de invenções e soluções de engenharia já imaginadas por um único homem: esboços de helicópteros, submarinos, pára-quedas, veículos e embarcações automotores, máquinas voadoras; projectos minuciosos de tornos, máquinas perfuradoras, turbinas, teares, máquinas hidráulicas para limpeza e dragagem de canais, canhões, metralhadoras, espingardas, bombas, carros de combate, pontes móveis etc.

Mas esse Leonardo, que escreveu praticamente sobre tudo, escreveu muito pouco sobre si mesmo. Sabemos que no seu comportamento quotidiano reflectia-se a mesma ambiguidade presente na sua produção intelectual. Gostava de se cercar de luxo, tratava amigos e criados com opulência e generosidade, mas tinha hábitos frugais: era vegetariano e preferia a água ao vinho. Muitas das suas noites foram consumidas na dissecação de cadáveres, no meio dos odores da morte e da decomposição. O quanto ele era habilidoso nessas técnicas mostram-no os seus desenhos anatómicos, considerados superiores aos do célebre Andreas Vesalius, o grande anatomista do Renascimento.

A sua infância não foi fácil, o que talvez explique o gosto pelo luxo na idade adulta. Filho ilegítimo de um tabelião florentino e uma camponesa, foi criado longe da mãe, na casa do avô paterno, junto do pai e de uma madrasta. Pelo menos até a idade de 20 anos, foi filho único e só teria irmãos no terceiro ou quarto casamento do pai. Depois de afastado do convívio com a mãe, a morte da primeira madrasta, quando Leonardo tinha cerca de 13 anos, parece ter representado para ele uma segunda grande perda afectiva. Logo haveria uma terceira, aos 16 anos, com a morte do avô, a quem era muito ligado.

Desse complexo quadro de vida, Freud, o fundador da psicanálise, derivou a sua interpretação da trajectória de Leonardo. Ela seria movida por uma repressão da pulsco sexual e por uma inibição afectiva, em que a pulsão do conhecimento acabaria por submergir, pouco a pouco, qualquer outro factor emocional. Peça chave da explicação freudiana é a hipótese, que hoje parece indiscutível, da homossexualidade de Leonardo.Seja como for, aos 17 anos ele já havia dado provas de seu talento excepcional. O pai inscreveu-o, então, como aprendiz no grande atelier de Andrea Verrochio, em Florença. Não se tinha lá uma formação erudita; o ensino era todo voltado para a prática; mas era incrível a massa de conhecimentos que se podia adquirir: cálculo, perspectiva, desenho, pintura, escultura em pedra e metal, arquitectura, construção civil e militar etc. É ao atelier de Verrochio que Leonardo deve toda a sua formação básica. A partir daí ele será um autodidata. Muitas coisas aprenderá por ouvir dizer, numa época em que grande parte do conhecimento ainda era adquirida de ouvido. Outras, porém, custam-lhe um enorme esforço de leitura e sistematização de que os manuscritos por ele deixados são testemunhos.


Aos 40 anos, copia nos cadernos palavras eruditas, retiradas dos livros, que possam enriquecer o seu vocabulário rústico. Aos 50, está envolvido ainda com um estudo por conta própria, não só do latim, mas também da geometria de Euclides, que será uma paixão e um modelo até o fim da vida.

Ele era, então, o que alguns dos seus pedantes contemporâneos classificaram como um uomo senza lettere (homem sem letras), isto é, alguém que não possuía uma formação humanística: de facto jamais frequentara a universidade e, durante muito tempo, esteve impedido de ter acesso directo à grande cultura pela barreira do idioma, já que não dominava o latim e muito menos o grego. Esse menosprezo dos meios sofisticados, a que Leonardo respondia com afectado desdém, não deixou de magoá-lo, reabrindo feridas mal curadas da sua infância traumática. Os biógrafos são unânimes em apontar como uma das principais causas da sua primeira saída de Florença, por volta dos 30 anos, uma dificuldade de adaptação ao culto e refinado ambiente florentino.

A mudança para Milão, em 1482, representou uma mudança decisiva na sua trajectória intelectual. Nos dezessete anos que passou a serviço do duque Ludovico Sforza, o seu génio floresceu plenamente. Não só em pinturas soberbas, como “A última Ceia” e a primeira versão de “A virgem dos Rochedos”, mas também na afirmação definitiva da sua vocação para a ciência e a tecnologia. A queda de Ludovico com a ocupação de Milão pelos franceses, em 1499, pôs fim a esse período brilhante e relativamente tranquilo. A partir daí, Leonardo, já uma celebridade, iria trocar de domicilio e patrão ao sabor da instável conjuntura política italiana: novamente Florença, com rápidas passagens por Mântua e Veneza; Urbino, como arquitecto militar e engenheiro chefe de Cesare Borgia, em cuja corte se encontrou com Maquiavel, fundador da ciência política moderna; outra vez Milão, a convite do governador francês Charles d'Amboise; Roma, na corte papal.

Essas mudanças constantes não lhe bloquearam porém a criatividade. É do segundo período florentino, por exemplo, o seu quadro mais famoso, na verdade, o mais famoso de toda a história da pintura, a “Mona Lisa”, enigmático retrato da esposa do rico comerciante Francesco del Giocondo. Já a estadia em Roma, novamente a serviço dos Medici, seria certamente a fase mais desgostosa da sua vida.

Giovanni de Medici, filho de Lourenço, o Magnífico, havia sido eleito papa, com o nome de Leão X, e saudou a sua eleição com uma frase que ficou célebre: "Já que Deus nos deu o papado, gozêmo-lo". Amante dos prazeres, da pompa e do luxo, protector das artes na medida em que satisfizessem a sua vaidade, tratou logo de atrair para a sua corte os artistas mais brilhantes. Lá se reuniram os três maiores nomes do renascimento italiano: Leonardo, Michelangelo e Raffaello. Deveria ser um momento privilegiado na história da arte. Mas não foi um momento feliz para Leonardo.

Contava então 60 anos - era uma geração mais velho do que Michelangelo e duas mais do que Raffaello. O seu contacto com Michelangelo foi francamente hostil. Típico produto do ambiente patrocinado pelos Medici, Michelangelo nada tinha em comum com a formação científico-experimental leonardiana. Além do mais, trabalhava rápido, num ritmo alucinante. Enquanto Leonardo, dispersivo e perfeccionista, projetando a sua transbordante genialidade em inúmeras direcções, mas sem paciência de levar nenhum projecto até o fim, trabalhava devagar e adiava sempre. À preferênciacia dos romanos por Michelangelo e Raffaello e ao ambiente hostil da corte papal, Leonardo respondeu com retraimento e um de seus desenhos mais perturbadores, O “Dilúvio”, uma visão apocalíptica de destruição e aniquilamento.

Ele escapou desse tormento graças à subida de Francisco I ao trono de França. Convidado a assumir o cargo de "primeiro pintor, engenheiro e arquitecto do rei", foi instalado no palácio de Cloux, a apenas algumas centenas de metros do palácio real de Amboise, no condado do Loire, França, recebendo tratamento principesco. Lá viveria, de 1516 até o ano de sua morte, em companhia de seus discípulos predilectos, entre eles Francesco Melzi e Salai.

Ambos haviam-se unido a Leonardo ainda no seu primeiro período milanês. Melzi herdaria praticamente todo os seus bens. Salai, um garoto de apenas 10 anos quando entrou a serviço do mestre, já no segundo dia robou-lhe algum dinheiro, o que continuaria, a fazer com certa regularidade ao longo dos anos. Leonardo anotou que ele era "ladro, bugiardo, ostinato, ghiotto" (ladrão, mentiroso, obstinado, glutão), mas nem por isso deixou de mimá-lo. Com uma ponta de malícia Vasari descreve-o como belíssimo gracioso, com vastos cabelos encaracolados, de que Leonardo "si diletò molto" (se agradou muito) referência que, evidentemente, não escapou à atenção de Freud.

A julgar pelos seus últimos auto-retratos e pelo testemunho dos visitantes, Leonardo parecia sofrer de alguma doença degenerativa, que lhe dava uma aparência envelhecida. A sua mão direita estava semiparalisada, talvez em decorrência de um derrame cerebral. Nos aposentos, guardava algumas das suas maiores preciosidades: três magníficas pinturas “Sant'Ana”, a “Virgem e o Menino”, a “Mona Lisa” e São João Batista e os manuscritos que carregara consigo nas suas muitas viagens e a vida inteira teimou em manter inéditos.

Herdados pelo discípulo Mezi, esses manuscritos acabariam por se espalhar da maneira mais tortuosa e só começaram a ser redescobertos a partir do final do século passado. A impressão inicial causada pelas seis mil páginas sobreviventes é de um caos desconcertante. Os assuntos misturam-se sem nenhuma ordem aparente: na mesma página, a anotação mais instantânea e trivial da vida quootidiana pode estar lado a lado com o enunciado de um teorema ou com a observação acurada de um fenómeno natural. O método de trabalho de Leonardo talvez explique em parte essa incrível dispersão. Sabemos hoje que ele carregava sempre consigo cadernos de notas em que podia registar uma frase ou esboçar rapidamente um desenho. Ao lado desses, havia outros cadernos, mais ordenados e homogéneos, preenchidos com calma no silêncio de seus aposentos. Neles, numa escrita elegante e em desenhos de acabamento impecável, procurava dar às suas ideias uma forma definitiva.

Mesmo nesses cadernos, porém, os assuntos muitas vezes atropelam-se: não é raro que uma demonstração, começada com preciso enunciado de premissas, acabe indo parar bem longe do ponto de partida. Mas o caos é apenas aparente. Como observa Anna Maria Brizio, uma das maiores estudiosas leonardianas da actualidade, pouco a pouco se percebe que "a múltipla disparidade de argumento emana de um único centro e contém uma formidável unidade de processo mental". Arte, ciência e tecnologia encontram-se aí de tal modo amalgamadas, que se passa de um domínio a outro praticamente sem perceber.

A ciência de Leonardo é toda baseada no primado da visão sobre os demais sentidos e da geometria sobre as demais disciplinas. Em geometria, ele realizou descobertas teóricas importantes, como a determinação dos centros de gravidade dos sólidos geométricos e a transformação de um sólido em outro, com a do volume. Em estática, foi o primeiro a compreender a possibilidade de se decompor uma força segundo duas direcções, o que lhe permitiu resolver um grande número de problemas práticos. Em cinemática, ciência que só seria precisamente formulada quase 150 anos mais tarde, com os trabalhos de Galileu, ele intuiu as leis que regem os choques entre dois sólidos iguais como duas bolas de bilhar.

A curiosidade de Leonardo empurra-o mesmo a terrenos ainda não desbravados, como a mecânica dos fluidos, disciplina praticamente ignorada pelos gregos, a grande fonte das ciências medieval e renascentista. Uma de suas investigações nessa área explicada em detalhe pelo estudioso Carlo Zammatio pode ser considerada um caso exemplar de seu procedimento científico.

Mas foi no domínio da tecnologia que se deram algumas de suas mais espantosas realizações. Uma delas só descoberta muito recentemente, a partir de um trabalho de restauração num dos cadernos leonardianos é uma bicicleta muitíssimo superior, em termos solução de engenharia, às primeiras bicicletas que seriam fabricadas por volta de 1817. Na verdade, o sistema proposto por Leonardo, com pedal ligado a uma roda dentada que transmite a força à roda traseira através de correia só adoptado no começo do século XX. A sua bicicleta nunca foi construída. O mesmo se pode dizer, quase com certeza, de todos os seus outros inventos, geralmente avançados demais para as possibilidades técnicas da época.

Além disso, a mistura contraditória de dispersão e perfeccionismo fez com que, também noutros domínios, a sua criação ficasse incompleta. Na pintura, deixou vários quadros inacabados. Na ciência, as suas geniais antevisões jamais receberiam uma sistematização final, permanecendo secretas e em nada influenciando o desenvolvimento científico da humanidade. Leonardo era extremamente susceptível ao julgamento público e essa deve ter sido uma das causas da ocultação dos manuscritos. Porque, para escrever para o mundo culto, era preciso rigor, sistematização, refinamento de expressão e, principalmente, um domínio perfeito da língua latina. Características dificilmente encontráveis num uomo senza lettere. Ironicamente, esses manuscritos fragmentários, redigidos em língua vulgar, permaneceriam como um dos mais

terça-feira, 18 de março de 2008

James Watt

Publicada por Unknown


James Watt (Greenock, Escócia, 19 de Janeiro de 1736 — Heathfield, Inglaterra, 25 de Agosto de 1819) foi um matemático e engenheiro escocês.

Construtor de instrumentos científicos, destacou-se pelos melhoramentos que introduziu no motor a vapor, que se constituíram num passo fundamental para a Revolução Industrial. Foi um importante membro da Lunar Society. Muitos dos seus textos estão actualmente na Biblioteca Central de Birmingham.

Era filho de um construtor de casas e de barcos em Clydeside, e teve pouca instrução formal devido à sua saúde delicada. Educou-se em casa, com a mãe e depois freqüentou a escola local para aprender grego, latim e matemática. Gostava de passar o seu tempo livre na oficina do pai, construindo modelos, e interessou-se pelos instrumentos de navegação, que eram dos mais sofisticados daquela época.

Em 1755, Watt foi para Londres, para trabalhar como aprendiz de um fabricante de instrumentos. Depois de uma ano, devido a problemas de saúde, retornou a Glasgow, onde começou a trabalhar na universidade, como construtor de instrumentos científicos. Em 1757 abriu a própria loja, onde fabricava e vendia instrumentos científicos. Desposou Margaret Miller em 1764.

Durante o processo de reparação de um modelo da máquina a vapor de Thomas Newcomen (1663-1729), Watt percebeu que a sua eficiência poderia ser aumentada em muito, caso fosse instalado um condensador de vapor separado, evitando as perdas de energia verificadas por meio do resfriamento do cilindro para a condensação do mesmo. Em 1769 Watt obteve a patente de sua máquina.

Com o falecimento de sua esposa, em 1773, deixando-o com seis filhos, Watt que era hipocondríaco e depressivo, quase abandonou os seus estudos. Desse modo, aos 38 anos de idade, decidiu deixar a Escócia, dirigindo-se a Birmingham, na Inglaterra, onde conheceu Matthew Boulton (1728-1809), que o incentivou a continuar. Este industrial de Birmingham, adquiriu a patente de Watt em 1774, possibilitando o desenvolvimento de suas idéias e a melhora da máquina em muitos outros aspectos, aumentando a sua eficiência significativamente. Juntos fundaram uma proveitosa sociedade comercial, a Boulton & Watt. Em 1776 as duas primeiras máquinas a vapor projetadas por Watt foram instalados em uma mina e em uma siderúrgica.

Nesse período, Watt desposou Ann McGregor, com quem teve mais dois filhos. De 1776 a 1781 Watt viajou muito pelo Reino Unido, ajudando a instalar as suas máquinas. Criou a engrenagem central de sistema planetário, que permitiu à máquina desenvolver o movimento rotativo. Desenvolveu também um sistema de hastes conectadas a um pistão motriz, em um cilindro instalado verticalmente. Escreveu em 1783 um artigo para a Royal Society de Londres, sugerindo que a água era uma combinação de dois gases. A idéia seria confirmada posteriormente por Antoine Lavoisier.

Em 1785 Watt e Boulton tornaram-se membros da Royal Society. Em 1790 Watt completou os aperfeiçoamentos da sua máquina a vapor, a qual veio a receber seu nome, e que se tornou fundamental para o sucesso da revolução industrial. Muito rapidamente sua máquina começou a ser empregada para o bombeamento de água de minas e para o acionamento de máquinas em moinhos de farinha, fiações e tecelagens e na fabricação de papel.

Quando a sua primeira patente expirou, em 1800, James Watt, na condição de homem muito rico, aposentou-se, passando aos filhos a direção de seus negócios. Passou então a dedicar-se exclusivamente a novas invenções como aperfeiçoamentos do motor a vapor, um pantógrafo para escultores e um copiador de cartas, por exemplo.

Em 1814 Watt tornou-se membro estrangeiro da Académie des Sciences. Em sua homenagem, a unidade de potência do Sistema Internacional recebeu o seu nome.

Fonte: wikipedia

sábado, 8 de março de 2008

Gormley expõe em Londres

Publicada por Unknown



Antony Gromley inaugurou uma exposição em Londres, de esculturas que são o resultado de 25 anos de investigação do corpo humano. O artista estudou a relação da massa com o ambiente, e as tensões que se estabelecem entre estes dois elementos. A exposição está no White Clube Mason, até 12 de Abril.

Fonte: www.euronews.net

sexta-feira, 7 de março de 2008

Dubai: Cidade cogumelo

Publicada por Unknown



Era uma vez um xeque que gostava de sonhar. Os seus domínios, nas margens do golfo Pérsico, eram compostos por uma aldeia adormecida, crestada pelo sol, habitada por apanhadores de pérolas, pescadores e comerciantes que ali atracavam os dhows e barcos de pesca, junto a um ribeiro que serpenteava pelo meio da povoação.
Porém, onde os outros viam apenas um riacho de águas lodosas, o xeque Rashid bin Saeed al Maktoum viu uma auto-estrada para o mundo. Em 1959, Rashid pediu emprestados muitos milhões de euros ao seu vizinho Koweit, rico em petróleo, para dragar o ribeiro, alargá-lo e torná-lo suficientemente fundo para a navegação. Construiu docas e armazéns e projectou estradas, escolas e casas. Houve quem temesse que o xeque estivesse tomado de loucura, mas Rashid acreditava na força de começar de novo.

De vez em quando, ao alvorecer, na companhia do filho Mohammed, ele passeava a pé pelas docas e desenhava no ar o seu sonho, com palavras e gestos. E, no final, tudo assim se passou. Ele construiu, e as pessoas vieram. O xeque Mohammed bin Rashid al Maktoum, seu filho e actual governante do Dubai, construiu em volta do riacho o seu próprio sonho grandioso, transformando a visão original do pai num mundo de fantasia cheio de luz, ar condicionado e arranha-céus habitados por um milhão de pessoas. Com uma silhueta ao estilo de Manhattan, um porto de classe mundial e centros comerciais sem encargos aduaneiros, o pequeno Dubai atrai hoje mais turistas do que a Índia, mais navios do que Singapura e mais capital estrangeiro do que muitos países europeus. Cidadãos de 150 países mudaram-se para o território, ali vivendo e trabalhando. O Dubai construiu ilhas artificiais para alojar os residentes mais ricos. A taxa de crescimento económico de 16% do país quase duplica a da China. As gruas de construção recortam-se contra o horizonte, como pontos de exclamação. O Dubai é também um raro exemplo de sucesso no Médio Oriente, região onde prevalece uma história de fracassos. Num momento em que o mundo islâmico se esforça por se adaptar à modernidade, vale a pena perguntar se o Dubai representa uma anomalia refulgente ou um modelo passível de reprodução noutros países árabes. Abdulrahman al Rashid, jornalista saudita e director do canal de notícias Al-Arabiya, tem uma opinião muito particular: “O Dubai gera pressão sobre o resto do mundo árabe e muçulmano. Os cidadãos começam a perguntar aos seus governos: se o Dubai consegue, porque não conseguimos nós?” Não existe outro lugar como o Dubai à superfície da Terra. Esta é a capital mundial da vida luxuosa; a atmosfera quase crepita com um misto volátil de excessos e oportunidades. É o tipo de lugar onde floresce a venda de telemóveis incrustados com diamantes, a 7.600 euros cada; onde milhões de pessoas chegam de avião todos osanos só para fazer compras.



Fonte: Revista National Geographic

quinta-feira, 6 de março de 2008

Quadros "O Grito" e "Madonna", de Munch, voltam ao museu

Publicada por Unknown


As pinturas "O Grito" e "Madonna", de Edvard Munch (1863-1944), vão ser apresentadas de novo ao público no Museu Munch de Oslo a partir de 23 de Maio, cerca de quatro anos depois de terem sido roubadas.

Num comunicado, o museu anunciou estar "terminada" a restauração dos dois quadros, roubados a 22 de Agosto de 2004 num espectacular assalto à mão armada perpetrado em pleno dia por homens encapuzados.

Os dois quadros de Munch (1863-1944), precursor do expressionismo, foram encontrados com danos vários - riscados, perfurados e com manchas de humidade - dois anos depois, em circunstâncias ainda envoltas em mistério.

O processo de restauro foi «exigente e longo», assinalou ainda o museu.

Há várias versões das duas pinturas mas as que estão em poder do museu estão classificadas entre as mais perfeitas.

Depois do roubo, o dispositivo de segurança do museu foi consideravelmente reforçado, nomeadamente com a instalação de um sistema de detecção metálica à entrada e câmaras de vigilância.

Fonte: Lusa

Santarém, 05 Mar (Lusa) - A 6ª edição do Festival Nacional de Teatro Especial (FNATES), feita por actores portadores de deficiência, decorre de sexta a segunda-feira em Abrantes.

Organizado pelo Centro de Recuperação Infantil de Abrantes (CRIA), que este ano comemora os 31 anos, o FNATES abre dia 07 de Março à tarde com a coreografia "Seguindo em Frente", uma homenagem a Carlos Martinez pelo CRINABEL Teatro.

Segue-se "Sonhos em Flash", pelo grupo O Imaginário, da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM) de Évora, e, à noite, a "História do Senhor Kauner", pelo Espaço T - Teatro a Metro, do Porto.

Sábado à tarde, o Grupo de Artistas da CERCI Lisboa leva à cena as peças "Re-Nascer" e "O mundo está nas nossas mãos", sendo a noite preenchida pelo grupo Era uma vez Teatro, da APPACDM do Porto, que interpretará "Escuta-me", de Mónica Cunha.

"À chuva choramingas", pelo CRIARTE, Grupo de Teatro do Centro de Recuperação Infantil de Abrantes, é a peça agendada para domingo à tarde, ficando para a noite desse dia "Dom Quixote", de Miguel Cervantes, pelo Grupo Alma Grande, da APPACDM de Setúbal.

O festival encerra segunda-feira à tarde com uma participação especial do grupo cultural abrantino Palha de Abrantes, o único participante em que os actores não são portadores de deficiência, que representará a peça "A Preguiça".

Para o CRIA, o FNATES promove "um trabalho de retaguarda cultural e, simultaneamente, de vanguarda humanista, onde a arte e a deficiência se aliam num desafio à mudança de atitudes sociais".

O CRIA é uma instituição com projectos nas áreas da educação, formação e integração de crianças, jovens e adultos portadores de deficiência.

A ideia da realização de um festival nacional surgiu em 2001, por ocasião do 25º aniversário da instituição, numa tentativa de mostrar os projectos que usam as artes como terapia, desenvolvidos por várias instituições dedicadas aos cidadãos portadores de deficiência.